A Artista
Michelle Abu é percussionista, baterista, cantora, compositora e multi-instrumentista baiana, reconhecida como uma das artistas mais relevantes da cena contemporânea brasileira. Com mais de três décadas de trajetória, construiu uma carreira singular marcada pela força rítmica, originalidade estética e pela ampliação do papel da percussão como elemento protagonista na música.
Formada na intensa tradição percussiva de Salvador, iniciou sua trajetória em grupos fundamentais da cena afro-baiana, como a Banda Afro Didá, desenvolvendo uma base sólida vinculada às matrizes afro-brasileiras. Posteriormente, estabeleceu-se em São Paulo, onde expandiu sua atuação artística em projetos autorais, gravações, trilhas e turnês nacionais e internacionais.
Ao longo de sua carreira, colaborou com importantes nomes da música brasileira, como Elza Soares, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Karol Conká, Catto e a banda Fresno, além de projetos como Palavra Cantada, Ira! e trabalhos ao lado de artistas como Johnny Hooker, Fafá de Belém, Lobão e Edgar Scandurra. Sua atuação também alcança o cenário internacional, com participações em projetos que dialogam com a música africana e contemporânea.
Reconhecida como uma instrumentista de destaque, Michelle Abu consolidou-se como uma das musicistas mais requisitadas de sua geração, transitando com fluidez entre a música popular brasileira, o rock, a canção contemporânea e a música instrumental.
Sua pesquisa artística parte do ritmo como linguagem central, conectando tradição afro-brasileira, música urbana e experimentação sonora. Em seus trabalhos, a percussão deixa de ocupar um lugar exclusivamente de acompanhamento e passa a assumir função narrativa, estética e cênica, evidenciando o tambor como elemento de identidade cultural e expressão política.
Essa abordagem se manifesta tanto em seus projetos autorais quanto em sua atuação em palcos relevantes, como festivais e circuitos culturais de ampla projeção, como o Lollapalooza Brasil, o Rock in Rio e a Virada Cultural de São Paulo, unidades do Sesc incluindo o Sesc Consolação, onde integrou programações como o Instrumental Sesc Brasil, espaços reconhecidos pela difusão da música brasileira contemporânea..
Em 2026, Michelle Abu apresenta seu novo álbum autoral, “Qual é o Tambor”, com lançamento previsto para abril. Resultado de quatro anos de criação e de uma trajetória de mais de 30 anos dedicada aos tambores, o disco reúne oito composições que celebram a diversidade rítmica brasileira, colocando a percussão no centro da construção musical.
English Version
Michelle Abu is a percussionist, drummer, singer, songwriter, and multi-instrumentalist from Bahia, and one of the most relevant musicians in the contemporary Brazilian scene. With a solid career spanning popular music, rock, and sonic experimentation, she has built a trajectory marked by rhythmic strength, aesthetic originality, and by expanding the role of percussion as a leading element in music.
Trained within the intense percussive tradition of Salvador, she began her career in fundamental groups of the Afro-Bahian scene and later established herself in São Paulo, where she expanded her artistic work through original projects, recordings, and national and international tours. Over more than three decades of career, she has collaborated with important names in Brazilian music such as Elza Soares, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Karol Conká, Catto, and the band Fresno, as well as projects such as Banda Afro Didá, Palavra Cantada, and the band Ira!, consolidating herself as one of the most sought-after musicians of her generation.
Her musical research is rooted in rhythm as a central language, connecting Afro-Brazilian tradition, urban music, and contemporary sounds. Michelle Abu contributes to repositioning percussion beyond its traditional accompanying role, highlighting the instrument as musical narrative, stage presence, and cultural identity.
In 2026, the artist presents her new original album, *“Qual é o Tambor?”*, scheduled for release in April. The result of four years of creation and more than 30 years dedicated to drums, the album brings together eight songs that celebrate the diversity of Brazilian rhythms, placing percussion at the forefront of the compositions. In this work, Michelle also takes on vocals in part of the repertoire and invites artists such as Karol Conká, Lirinha, Otto, and Catto, in addition to the participation of the Guarani Kaiowá people, creating an encounter between tradition, ancestry, and contemporary music.
With a trajectory that combines performance, original creation, and sonic research, Michelle Abu reaffirms herself as an artist who transforms rhythm into an aesthetic and political language, contributing to the renewal of Brazilian music and expanding the presence of women in the territories of drums and percussion.









